Acontece o que imaginava

Desde muito nova que tenho medo de estar ao pé do risco amarelo quando espero pelo "metro"; tinha medo que alguém me empurrasse, caísse estatelada nos ferros e fosse "apanhada" pela carruagem. Para mim esta sensação era ridícula, uma vez que achava eu que ninguém seria tão mau para fazer uma coisa destas (ingenuidade). Na semana passada vim a saber que encontraram o homem que tanto procuravam, por empurrar as pessoas numa linha de comboios à medida que estes se aproximavam; fez matar várias pessoas.
Pergunto o que se passará na cabeça daquele homem para fazer uma coisa daquelas. Não basta dizer que é doente. Gostava de perceber o que vai naquela mente. Será puro prazer? Ninguém sabe.
Num momento de reflexão á minha vida...

Apercebi-me que a maioria dos meus objectivos só poderão realizar-se com dinheiro. Quase tudo á minha volta implica dinheiro, o que me aborrece saber que está por cima de algum dos nossos sonhos.

Então imaginei um mundo onde não existia dinheiro:

Imaginei “N” situações realizadas e digeridas sem que o dinheiro interfira. E cheguei a uma conclusão: O facto de existir um mundo destes não seria a solução dos “problemas”. Tanto fiz acabar com os problemas, como apareceram mais outros.

Cheguei ao ponto de pegar no mundo que imaginei e compará-lo a uma reciclagem (Aparentemente, é confuso uma vez que nada tem a ver uma coisa com outra.):
Nada pode interferir a que, por exemplo, o papel seja reciclado, excepto uma coisa - a mesma que faz com que o mundo utópico não se diferencie do mundo em que vivemos, tendo em conta que nada mudei a não ser “desviar” o dinheiro. E a razão é a atitude do homem.

(A reciclagem só é realizada devido a uma preocupação em separá-la (atitude positiva), tal como o mundo que imaginei só é realizado se houver uma atitude (+), onde não há espaço para ganância nem inveja... Por parte do homem.)
A questão é: será, realmente, o dinheiro O problema?
Ontem comemorou-se o 2º Aniversário do Leves & Ausentes.

Muito Obrigada pelas 10.000 visitas.
O ano 2006 começou...

E ainda não dei de conta com a "vida nova"... Mas não me posso queixar, dei as melhores (bem) vindas a este ano; e como quero entrar ainda com mais juizo, vou estar com os neurónios bem "pegados" nos livros, de maneira que este blog por enquanto vai "andar" para trás.

E como não poderia deixar de dizer:

BOM ANO!

Não são os enfeites, não é a neve. Não é a árvore, nem a chaminé. O Natal é o calor que volta ao coração das pessoas, a generosidade de compartilhá-la com outros e a esperança de seguir adiante.



FELIZ NATAL

(Mais) Para além da psicologia do sonho

Ontem á noite sonhei que ía morrer em poucos dias. Desesperada só chorava, gritava... Senti tudo e mais alguma coisa naquele sonho. E acordei a pensar: será isto que eles sentem? Será que no sonho temos a capacidade de "sentir na pele" de uma pessoa que sabe que tem os "seus dias contados"? Se sim, a única diferença que existe é a duração do sofrimento.
"Um homem machista não entende nem compreende um homem sensível, porque tem medo de se assumir como tal perante uma sociedade obsessiva por valores e preconceitos obsoletos..."
Sempre a mesma lenga-lenga

"Preocupados" em mudar a sociedade, esquecem-se em mudar a eles próprios.
A Fama e o Aproveito

Porque é que a mulher quando trai é sempre chamada por nomes desagradáveis (tendo a má fama), e quando chega a vez do homem são os "garanhões", os maiores...?
Seria bom que a sociedade ponderasse a situação.
A psicologia dos Contos de Fadas

Há pais que insistem a que as crianças tenham que pensar racionalmente como eles, pensam que é a partir daí que os tornam mais maduros... Mas nem sequer pensam que os sentimentos são fundamentais para a formação do carácter; queixam-se que só as histórias (por exemplo, os contos de fadas) trazem confusão em relação aos conceitos da realidade que devem ser ensinados às crianças. A sabedoria não é uma coisa que nasça e sim uma coisa que se constrói, começando por um “estágio” irracional que depois se desenvolve num maduro psiquismo. As crianças têm uma enorme necessidade de lidar com os sentimentos. A assimilação é muito importante para aquelas que desejem encontrar as respostas lógicas para o mistério da existência. Os contos de fadas têm a função de dar ás crianças um desenvolvimento imparcial tão completo quanto possa vir a ser o do prestigiado intelecto, através do intuito e dos sentimentos; permitem a que as crianças se identifiquem com alegrias e dificuldades dos seus heróis... Há um impacto no psiquismo devido às experiências quotidianas. Ajuda a criança a ter uma aprendizagem adequada, mais interesse e diversão. Ela “tira” das narrativas o melhor que possa aproveitar para ser aplicado no seu estado de espírito.
É por isso que as crianças pedem aos seus pais que contem novamente as histórias, para que os sentimentos sejam revividos em cada repetição delas, conforme as necessidades do momento vivido.
Como puzzles

Acho engraçado a forma como os temas de conversa, embora diferentes, interligam-se como puzzles. Numa conversa entre amigos, falaram-se, por ordem, dos seguintes temas:

Aulas - Amizades - Atitudes - Futebol - Sexo - Adolescência - Crianças - Política - Psicologia (...)

(reparem como o tema "crianças" interligou com "política")
Para aqueles (de Felgueiras) que votaram na Fátima F.:

Porquê...? PORQUÊ...??
1ª Companhia

Instrutor para Castelo-Branco:

- Você não é uma nódoa, é um borrão!

É impossivel não se rir com esta observação.
Eclipse

Acordei com a sensação de ser 7h da matina: estava frio, o sol pouco iluminava... Quando fui ver o relógio eram quase 10 horas. Achei bastante estranho... Liguei a televisão e voilá, a razão: o eclipse!
Quando preparavam o velório de um homem brasileiro, é que três horas depois aperceberam-se que estava a respirar.

Tenho ouvido muitas histórias (reais) como esta, como também, pessoas que são enterradas vivas sem que alguém dê conta, e fico sempre a matutar na minha cabeça este tipo de coisa e imagino-me na mesma situação que elas (e logo eu que sofro de claustrofobia). É um desespero de tal maneira que até a mim me doi só de pensar.

Situações como esta: As familias só se aperceberam do sucedido quando vêem o caixão arranhado na parte d'entro ou com o corpo virado de barriga para baixo...

Das duas uma: ou sou cremada ou vou em frente com a porcaria do caixão na condição de levar a caixa de ferramentas.
"É que é já a seguir!"

Na camioneta reparei numa miúda ao telemóvel que dizia o seguinte:

Risos. Claro, então! Risos. É que é já a seguir! É mesmo já a seguir! Risos. Hã-hã! É que é já a seguir! Risos. Estás doido! É já a seguir! A seguir! Risos. Claro, claro! Vou mesmo fazer isso! É já a seguir! É que é já a seguir! Risos.

E eu cá para mim: hás-de ir longe...
Um dia não-normal

Ontem:
  • Recebi a informação de que podia entrar no metro sem gastar "cacau";
  • Entrei numa carruagem que não tinha luz... Agora imaginem lá, no túnel, a malta agarrada as suas carteiras sem ver nada nem ninguém.
Acho que o governo dos E.U.A deveria gabar-se menos e agir mais. Por exemplo: ir até a Nova Orleães (... não?! Ou o grito de desespero não lhes atinge?)
"Viver... Calando a vida"


Silenciar para ouvir. Silenciar para ver. Silenciar para aprender. Silenciar para meditar. Silenciar para viver. Silenciar para falar. Silenciar para partilhar. Silenciar para humanizar.

Foi ontem... Foi ontem que tudo se "desmoronou", foi ontem que o mundo esteve atento, foi ontem que todos entraram em desespero, foi ontem que todos sofreram, foi ontem que todos choraram, foi ontem que todos fizeram os (im)possiveis... E foi ontem que todos se uniram para combater o terrorismo de 11 de Setembro.