Acontece o que imaginava
Desde muito nova que tenho medo de estar ao pé do risco amarelo quando espero pelo "metro"; tinha medo que alguém me empurrasse, caísse estatelada nos ferros e fosse "apanhada" pela carruagem. Para mim esta sensação era ridícula, uma vez que achava eu que ninguém seria tão mau para fazer uma coisa destas (ingenuidade). Na semana passada vim a saber que encontraram o homem que tanto procuravam, por empurrar as pessoas numa linha de comboios à medida que estes se aproximavam; fez matar várias pessoas.
Pergunto o que se passará na cabeça daquele homem para fazer uma coisa daquelas. Não basta dizer que é doente. Gostava de perceber o que vai naquela mente. Será puro prazer? Ninguém sabe.
Num momento de reflexão á minha vida...
Apercebi-me que a maioria dos meus objectivos só poderão realizar-se com dinheiro. Quase tudo á minha volta implica dinheiro, o que me aborrece saber que está por cima de algum dos nossos sonhos.
Então imaginei um mundo onde não existia dinheiro:
Imaginei “N” situações realizadas e digeridas sem que o dinheiro interfira. E cheguei a uma conclusão: O facto de existir um mundo destes não seria a solução dos “problemas”. Tanto fiz acabar com os problemas, como apareceram mais outros.
Cheguei ao ponto de pegar no mundo que imaginei e compará-lo a uma reciclagem (Aparentemente, é confuso uma vez que nada tem a ver uma coisa com outra.):
Nada pode interferir a que, por exemplo, o papel seja reciclado, excepto uma coisa - a mesma que faz com que o mundo utópico não se diferencie do mundo em que vivemos, tendo em conta que nada mudei a não ser “desviar” o dinheiro. E a razão é a atitude do homem.
(A reciclagem só é realizada devido a uma preocupação em separá-la (atitude positiva), tal como o mundo que imaginei só é realizado se houver uma atitude (+), onde não há espaço para ganância nem inveja... Por parte do homem.)
A questão é: será, realmente, o dinheiro O problema?
Ontem comemorou-se o 2º Aniversário do Leves & Ausentes.
Muito Obrigada pelas 10.000 visitas.
Não são os enfeites, não é a neve. Não é a árvore, nem a chaminé. O Natal é o calor que volta ao coração das pessoas, a generosidade de compartilhá-la com outros e a esperança de seguir adiante.

FELIZ NATAL
"Um homem machista não entende nem compreende um homem sensível, porque tem medo de se assumir como tal perante uma sociedade obsessiva por valores e preconceitos obsoletos..."
A Fama e o Aproveito
Porque é que a mulher quando trai é sempre chamada por nomes desagradáveis (tendo a má fama), e quando chega a vez do homem são os "garanhões", os maiores...?
Seria bom que a sociedade ponderasse a situação.
Como puzzles
Acho engraçado a forma como os temas de conversa, embora diferentes, interligam-se como puzzles. Numa conversa entre amigos, falaram-se, por ordem, dos seguintes temas:
Aulas - Amizades - Atitudes - Futebol - Sexo - Adolescência - Crianças - Política - Psicologia (...)
(reparem como o tema "crianças" interligou com "política")
Quando preparavam o velório de um homem brasileiro, é que três horas depois aperceberam-se que estava a respirar.
Tenho ouvido muitas histórias (reais) como esta, como também, pessoas que são enterradas vivas sem que alguém dê conta, e fico sempre a matutar na minha cabeça este tipo de coisa e imagino-me na mesma situação que elas (e logo eu que sofro de claustrofobia). É um desespero de tal maneira que até a mim me doi só de pensar.
Situações como esta: As familias só se aperceberam do sucedido quando vêem o caixão arranhado na parte d'entro ou com o corpo virado de barriga para baixo...
Das duas uma: ou sou cremada ou vou em frente com a porcaria do caixão na condição de levar a caixa de ferramentas.
"Viver... Calando a vida"
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