As coisas que oiço:
"É casado? Não faz mal, eu não sou ciumenta"
"O casal foi morto por um ajuste de contas,
ele meteu-se com a mulher do individuo que os matou"
"Querem evitar divórcios? Então não se casem!"
"O que está na moda são os amantes"
"Eu sinto que amo o meu marido, mas estou apaixonada pelo R."
"Ai o marido dela tem uma amante? Faz ele muito bem!"
"Hoje em dia temos que ser mais modernas,
um homem na casa e outro na cama!"
"A minha mulher já deu o que tinha a dar..."
Sem querer ferir susceptibilidades, e sabendo eu
que quem passa por aqui também apoia pensamentos deste género, não deixo de
opinar que cada vez mais as soluções que encontram para resolver (ou desviar)
os problemas são as menos desejadas, pelo menos para mim. Algumas
das pessoas que fizeram estes comentários não reparam que estão a ser
hipócritas no sentido em que concordam com a traição, mas no que toca aos/as próprios/as namorados/as ou maridos/esposas não admitem que estes/as
cheguem a trair. O que é isto?
Ou imaginem: estão vocês a passar
por momentos difíceis devido ao divórcio dos vossos pais, e ouvem os amigos a
dizerem frases como estas em cima, precisamente os mesmos que há pouco tempo
atrás vos apoiaram e disseram que o vosso pai foi estúpido em ter traído e que
estas coisas não se fazem. Faz sentido, não faz? (ironia)
Cada um é livre de fazer o que quer, mas "acolhemos o que semeamos".
Noutro ponto de vista, continuo a afirmar que a
forma de evitar o divórcio/traição não passa por evitar o casamento... passa
por olhar para nós mesmos e perguntar onde erramos, como podemos ser melhores e
o que fazer para tal. Os actos começam em nós, não no casamento. A
responsabilidade é de cada indivíduo.
E com isto apenas pretendo concluir que o amor é muito desvalorizado. Completamente!
P.S.- Como disse, a minha intenção não é ofender ninguém mas sim fazer compreender o meu
ponto de vista.

































