Ao cruzar com um homem de quase 80 anos, sem querer bati com a minha mão no braço dele; e conforme lhe bati ele curva-se quase em cima do capô de um carro, metendo a mão direita no peito...
Pensei que ele estava a ter um enfarte ou um ataque de coração...
- O senhor, sente-se bem??
Não respondia, só gemia, gemia, encravava mais a ponta dos dedos no lado do coração...
- Quer que lhe chame alguém??
E continuava, quase com os joelhos no chão... e eu cada vez mais preocupada.
- Eu vou chamar uma ambulância!
Calmamente ele endireita-se, segura nas minhas mãos, e diz com o ar mais pacifico do mundo:
- Menina, deixe estar... estava a brincar consigo. (depois ri-se)
Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...
Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos...
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...
Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri
E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...
E esta noite promete ser risonha - lembra-me aquelas noites quentes de Verão, sentada na esplanada ou a ouvir o som da música preferida enquanto o corpo embala nela; rir até doerem os ossos, libertar e transpirar energias da nossa alma, encher os pulmões e cantar bem alto, roçar os lábios que teimam em não distanciar na bebida que nos sabe pela vida... ou em outros lábios. Viver o momento.
Hoje enchi o corpo de energia, animei o meu espírito, mimei a minha pele e vesti o melhor vestido, para viver mais um momento. Até amanhã.
Não vou estar com superlativos e hipérboles... basta apenas introduzir a palavra "férias", e saberão ao que me refiro. Começa a contagem dos bons momentos, noites quentes, gargalhadas contagiantes, o resto vem por acréscimo e que tem igual valor.
Espantam-se aqueles que acham que as férias é quase para ricos, resultado da "vida que está difícil"... Eu vejo-as como um mimo a mim mesma, de que todos nós precisamos. A ausência destes mimos, independentemente do tempo que esteja a decorrer, faz-nos chegar a um limite que nós não queremos e por vezes nem nos damos conta...
mudanças de humor
discussões sem sentido
sem concentração
sem gosto naquilo que se faz
nível de auto-estima em baixo
sem paciência para quem mais ama...
...falta de dedicação pelos mesmos
entre outros factores.
Isto é o resultado quando chegamos a esse mesmo limite, e não tiramos dias para nós (e para aqueles que mais amamos). Há quem ouse desafiar os limites... bom, a saúde não se compra e o dinheiro não compensa. Façam algo por vocês mesmos.
P.S.- Agora sim, terei mais tempo para dedicar-me aos vossos blogs! :)
Há dias em que não compreendemos
o tempo, e a probabilidade de sermos enganados por ele é muita... A semana
passada "caí" que nem um pinto encharcado. Sem chapéu-de-chuva, sem
botas apropriadas, e sem paciência.
Não sou de estar á porta do
metro, nas paragens ou num "abrigo" qualquer á espera que a chuva
resolva ir embora; corri o mais que pude para chegar ao trabalho a horas, mas
as poças eram mais que muitas e bloqueavam-me o caminho... Eis que encontro uma
mulher (entre os 20 e 30 anos) acompanhada por uma criança na mesma situação
sendo que a única diferença é que elas tinham um chapéu-de-chuva.
Protegeram-me. Na altura em que teríamos de seguir por caminhos diferentes, ela
insistiu que fosse até a casa dela para dar-me um chapéu-de-chuva: "Muito
obrigada, mas eu não tenho forma de devolver-lhe o chapéu",
"Não tem mal! Venha, a minha casa é já ali!", com muito custo aceitei
e nem sei quantas vezes lhe agradeci. Assim que entrega o chapéu, disse:
"Vai ver que vai gostar"...
Por mais chuva que eu tenha apanhado, por mais
encharcados os meus pés estavam... nada, mas nada conseguia afastar o
"sol" que aquela mulher me deu - eu estava a ferver de tanta benevolência.
Se há coisas que adoro receber, uma delas é um bom livro... Os romances e a literatura fantástica são a minha preferência. Aqui podem ver um desafio proposto pela Irina do blog Pétalas de Palavras. Enjoy.
1. Existe um livro que leias e releias várias vezes? "O Guerreiro-Lobo", Sandra Carvalho
2. Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentas-te e nunca conseguiste ler até ao fim? "Chocolate", Joanne Harris
3. Se escolhesses um livro para o resto da tua vida, qual seria ele? "Vai Aonde Te Leva o Coração", Susanna Tamaro.
4. Que livro gostarias de ter lido mas que por algum motivo nunca leste? Não existe.
5. Que livro cuja "cena final" jamais conseguiste esquecer? A Filha da Floresta", Juliet Marillier
6. Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual seria ele? Sim. Livros sobre a "Anita", histórias clássicas da Disney, "Arrepios"...
7. Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê? Os Maias... Consegue-se adivinhar porquê.
8. Indica alguns dos teus livros preferidos. Tenho
muitos, posso mencionar os escritores que gosto: Sandra Carvalho, Juliet
Marillier, Susanna Tamaro, Nicholas Sparks (eu avisei que gosto de
romances)...
9. Que livro estás a ler neste momento? "O Sacerdotisa dos Penhascos", Sandra Carvalho.
10. Indica 10 blog: Todos os bloggers que comentaram o último post do blog.
Oferecidos pela Tartaruga do blog Teoria nas Nuvens. Obrigada!
Não sou muito apologista em regras que acompanham os selos, mas de qualquer forma:
- agradecer a quem ofereceu;
- escrever um post sobre isto;
- passá-lo a 12 blogs;
- inserir o link desses blogs;
- enviar-lhes uma mensagem a contar.
O desafio do segundo selo pede para revelar algo sobre mim... Eu não vou estar com rodeios: já fiz parte de um rancho folclórico... durou duas semanas (hahah).
1.
Propensão para não trabalhar.
= Mandriice, Ócio, Vadiagem
2.
Demora ou lentidão em agir.
= Vagar
Exemplo:
As pessoas têm tendência a confundir muito certas acções; o que deveria de ser um dever por uma questão de bom senso, ignoram e dão a desculpa das burocracias. Compreendo que exista tanta burocracia junta, em que os administradores fazem de TUDO para evitar ajudar... Mas desta vez este post refere-se ao "trabalho" que é juntar apenas dois documentos para efeitos de segurança e envia-los por fax ou email que é tããão complicado! (ironia)
«Pah, isto são só burocracias!! Nem pensar que vou enviar esses documentos, ainda por cima ter que digitalizar e depois enviar...», mesmo sabendo que é por uma questão de segurança. Chego á conclusão que muitas vezes a burocracia serve como desculpa para a preguiça. Qualquer dia estas pessoas estão a apelar uma nova lei para que não seja necessário enviar documentos quando precisarem de comprar um carro, fazer a matricula para a faculdade, e até mesmo para trabalhar a contrato... Só porque não querem ter o trabalho! E depois a segurança dos mesmos vai pelo "cano abaixo", e aí quero ver se não dói.
Conversas #20 (numa noite no Irish Coffe)
Estávamos a ter uma conversa qualquer, quando a empregada aproxima-se com as bebidas, e do nada diz:
Ela - (dirigindo-se a mim) Com esses olhos tão bonitos, tem de protegê-los do sol.
Eu - Obrigada.
(Segundos depois)
Ele - Ela gostou de ti!! Já viste a forma como ela te elogiou? (num tom de gozo) Até estou com inveja...
Eu - Foi só isso... um elogio.
Ele - É preferível dito por um homem, não achas?
Eu - Claro que sim, mas porque não aceitarmos os elogios que elas nos fazem?
Veio á mente uma conversa que tive com um amigo meu: questionou-me, e fez-me pensar, porque motivo devemos sentir perplexos de ele achar giro um homem que cruza no seu caminho, sendo heterossexual, uma vez que não vai para além de um elogio?! "Eu apenas afirmei que aquele homem era bonito, nada mais. Qual é a diferença?", disse.
Mais que um espaço de tias, Cascais deslumbra pelas magnificas paisagens onde destaca-se a beleza de um mar infinito, e uma gastronomia variada. É um dos lugares mais procurados pelos amantes da natureza, e cobiçado pelos casais que procuram a "arte de viver" com emoções fortes.
Santini é uma das paragens obrigatórias que faz encher delicias com os melhores gelados do mundo. E quando visitarem este lugar, não deixem de passar pelo Hemingway: um bar/restaurante com uma vista espectacular, onde se pode relaxar e desfrutar de uma boa conversa. Meninas, não se surpreendem com o toilet do bar ;) , vão ver por quê!
Mexe Comigo... #8
Se há algo que mexe demasiado comigo é ver um homem apaixonado.
Um homem sem medo de expressar o que sente, sem vergonha de chorar e dizer que ama, que anseia tudo o que "aspira" nela; mostra cada emoção nas palavras, e nos gestos... sentidos na pele de uma mulher. Um homem que deseja pelo sempre. Simplesmente amo.
Uma de muitas coisas que me dá prazer é passear nas ruas mais bonitas de Lisboa: na Baixa Chiado. Ontem estava particularmente mágico, devo dizer um tanto estranho mas agradável ao mesmo tempo.
Fui finalmente buscar as Instax Mini á Fujifilm representante e mal chego recebo um enorme sorriso: "- Boa tarde!", "- Boa tarde! Eu vim..." (interrompeu-me), "- Sim, sim, eu sei Srª D. Margarida, só um momento por favor".
Pensei "Hã?? Como raio sabes...?", eu nunca tinha sido atendida por este senhor nem nunca o tinha visto. Saí e fiquei com a sensação de que a Fujifilm já me conhecia há anos!
Sigo pela esperada rua que adoro, e vejo uma multidão enorme: não sei como ele (a personagem da foto em cima) consegue mas que foi bastante interessante e um tanto "what a hell??!", lá isso foi... 15h, 22m e 55seg que conseguiu e entrou no Guinness. É português.
Em cima dos "picos", Baixa de Lisboa
Entro na loja de uma das 'minhas' marcas preferidas e... oiço um "Boa tarde!" mais entusiasmante, simpático e sincronizado pelas funcionárias. "Nós estamos a conhecê-la! É das nossas clientes habituais!! Como está?". "Weird...", pensei. Só fui 5/6 vezes a esta loja durante toda a minha vida e elas mesmo assim lembravam-se de mim. Tudo bem que sou sociável, mas com tantos clientes (?!)...
Após de ver as fotografias tiradas na minha máquina digital, lembrei-me de repente: "Mas eu tenho uma..."
Polaroid! Há quanto tempo não vejo alguém com polaroid? Há imenso tempo! Tantos anos como o meu clássico (igual a da foto). O meu receio quando a tirei da caixa é que não funcionasse, pois só a usei uma vez e tenho-a desde que o euro nem era conhecido.
Felizmente, como está bem conservada (e como nova), funciona! O problema é que não me agrada a palavra "descontinuado", pois as cargas Instax Mini deixaram de ser comercializadas nas lojas (dita pela Fujifilm).
Senhores/senhoras amantes de fotografia, se souberem onde e como adquirir estas relíquias no nosso país, por favor, digam-me!
Peripécias Sem Fronteiras XI
Depois de assistir uma conferência, eis que chega a parte da confraternização entre espanhóis e portugueses. Devo dizer que por vezes gostamos de deixar as formalidades de lado chegando ao ponto de... Bem, fica ao vosso critério.
É costume falar inglês entre todos, só que entretanto os espanhóis decidem dar o ar da sua graça e começam a falar espanhol-que-mais-parece-um-TGV, tão rápido que nem conseguimos compreender à primeira... Até ao ponto de não querermos ficar para trás e dar-lhes com um português em cima! Eles não entendem a nossa língua, e sabem porquê? Os próprios dizem que nós parecemos cobras a falar por causa dos "eSes". Só que o português que é Português não se deixa ficar! Daí dissemos que eles ao falarem espanhol mais parece que estão a escarrar palavras, por causa do "Jota" (desculpem a expressão mas não há palavra melhor para descrever). Tudo em tom de brincadeira, claro.
Devo confessar que eles até têm razão no sentido de utilizarmos muito a letra S.
Há algum tempo que pensava em mudar de telemóvel. Não estava à espera de algo particular - se fosse um que servisse apenas para fazer chamadas e SMS, tudo bem.
Hoje em dia vejo quase toda a gente a ser exigente no que respeita a telemóveis: touch, android, acesso á Internet, aplicações 'xpto', etc.. Não vejo mal nisso quando compreendo que algumas pessoas precisam mais para uso profissional ou extrema necessidade; sabemos o quanto a tecnologia cresceu nos últimos 10 anos. Para pessoas menos exigentes não vale a pena ter um modelo que custa (€) os olhos da cara, porque temos consciência que nem metade daquilo que se tem é utilizado.
Pensei que se é para comprar um telemóvel, pelo menos que tivesse acesso ao wifi, visto que a visualização diária de emails tem sido um ponto obrigatório.
Alguma vez pensei em comprar um Blackberry ou iPhone? Nunca. Tal defendia (e continuo a defender) o primeiro parágrafo em cima.
Sugeriram-me o Blackberry, torci o nariz. Receio e pensar na estupidez que é gastar um balúrdio para só utilizar o mínimo. Pois bem, comprei o Blackberry Storm II. Estou bastante satisfeita! - Não só pelas características como também pelo bom uso que estou a dar nele (o que nunca pensei que certas aplicações pudessem dar-me tão jeito).
Conversas #19
Ela - Eu avisei mas ele continuava! Eu estava farta de dizer que não queria nada com ele, Margarida! Eu dizia-lhe "I'm compromised! I'm compromised!!", e ele não me ligava...
Eu - (desato-me a rir à gargalhada) Não é "compromised", é "committed"! Não me admira que ele tenha continuado...
Uma coisa que alguns dos emigrantes portugueses gostam muito é serem clássicos, sobretudo se vêm de países como a Suíça, França, por exemplo. Quando voltam para Portugal, têm tanta aquela 'mania' da postura, e insistem em falar francês quando podem muito bem falar português.
No entanto, esquecem-se que há raízes que não podem ser evitadas.
Num parque de campismo, vejo uma família emigrante em que na hora de almoço a mãe vai chamar o filho que está fora de casa a brincar, diz "Venez déjeuner!". O miúdo continua a brincar como se nada fosse. Volta novamente ela com "Venez déjeuner!!", mas o filho ignora-a completamente! Ao fim de um tempo, a mãe volta e diz:
- Oh meu filho da p***, eu já não te disse para vires p'ra dentro!!! (aos gritos)
Faz 5 anos. Recordo-me dele por esta altura, e não deixo de sentir o mesmo aperto no coração.
Dávamo-nos tão bem... riamos e vivíamos intensamente os nossos encontros; sabia o quanto podia contar com ele, e o quanto me fazia bem ele estar perto de mim.
Lembro-me tão bem daquele dia, rodeados de amigos nossos comuns... Olhava para mim de forma muito estranha enquanto ouvia os "desabafos" de uma amiga; parecia que não estava ali e sim embrenhado de pensamentos. Sem nunca parar de olhar, senti que alguma coisa não estava bem nele mas tentei disfarçar enquanto eu conversava com outros nossos amigos.
Quando vi que ele preparava-se para sair, despedindo dos amigos, ele voltou-se em minha direcção e olhou-me de forma tão intensa e fixamente, que me apercebi que ele não queria ir... queria dizer-me alguma coisa. Não me disse uma única palavra, limitou-se a olhar e foi-se embora.
Acordo com uma chamada não atendida dele. Eu sabia que ele queria dizer-me alguma coisa, mas não sabia o quê!
No dia seguinte, o Ricardo morre num acidente de mota.
Não queria acreditar quando soube e tentei telefonar-lhe. Quanto mais ia apercebendo que ele não atendia mais chorava e gritava, desejando que fosse um engano! Não foi.
Até hoje não sei o que querias dizer-me. Tenho saudades tuas.
Quis partilhar com vocês um pouco de um dos meus momentos.
Entre a entrada do FMI e a descontracção do povo português, algo não está bem!
Oiço cada vez mais frases como "Achas que eles nos vão fazer alguma coisa? Pior do que já está?", "Eles não vão fazer nada"... e pergunto a mim mesma: mas anda tudo a pensar que é especial?
Não somos mais especiais em comparação a outros países com FMI, muito menos teremos tratamento VIP!
Alguma coisa irão fazer certamente, e que nos irá apertar cada vez mais o cinto.
Estou preocupada assim como muita gente o está. O que é certo é que se a Grécia e a Irlanda estão a aguentar-se com firmeza, o que nos leva a pensar que nós não? Pensa povinho, pensa...
Tem como função "testar a qualidade" das melhores praias paradisíacas do mundo. Com direito a massagens, idas a festas e a provar vinhos... Isto tudo com o intuito de relatar estas experiências num blog para os leitores da revista "Amelia". Muito tentador sem dúvida, e até desejaria um emprego assim... mas para 3 meses no máximo; pois se muito me conheço não teria paciência para estar 6 meses no mínimo sempre com esta vida. Isto porquê? Se temos ideais e algo que nos faça sentir melhor do que isto (e acreditem que há), damos um redondo NÃO para esta proposta de emprego. Se há coisa que eu gosto é de ser útil para quem precisa, é retirar cada acção minha e aprender com ela. Que os leitores da revista me desculpem mas há gente que precisa muito mais de mim (nós)...