terça-feira, janeiro 17, 2006 Margarida Lozano 12 Comments

Num momento de reflexão á minha vida...

Apercebi-me que a maioria dos meus objectivos só poderão realizar-se com dinheiro. Quase tudo á minha volta implica dinheiro, o que me aborrece saber que está por cima de algum dos nossos sonhos.

Então imaginei um mundo onde não existia dinheiro:

Imaginei “N” situações realizadas e digeridas sem que o dinheiro interfira. E cheguei a uma conclusão: O facto de existir um mundo destes não seria a solução dos “problemas”. Tanto fiz acabar com os problemas, como apareceram mais outros.

Cheguei ao ponto de pegar no mundo que imaginei e compará-lo a uma reciclagem (Aparentemente, é confuso uma vez que nada tem a ver uma coisa com outra.):
Nada pode interferir a que, por exemplo, o papel seja reciclado, excepto uma coisa - a mesma que faz com que o mundo utópico não se diferencie do mundo em que vivemos, tendo em conta que nada mudei a não ser “desviar” o dinheiro. E a razão é a atitude do homem.

(A reciclagem só é realizada devido a uma preocupação em separá-la (atitude positiva), tal como o mundo que imaginei só é realizado se houver uma atitude (+), onde não há espaço para ganância nem inveja... Por parte do homem.)
A questão é: será, realmente, o dinheiro O problema?

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12 comentários:

Filipe disse...

“Tanto fiz acabar com os problemas, como apareceram mais outros.”
Acontece-me muito.

“O problema?”

O problema é o Homem, o problema da sociedade é o Homem, o problema do Homem é o Homem.

Porque nos queixamos tanto de nós próprios?

O problema do Homem é o Homem. O que é que falha nesta afirmação???

O problema é o Homem, os animais, as plantas, as bactérias, o sol, a chuva, tudo...
Tudo para nós é problema!

Dalman disse...

Eu acho que tens absoluta razão.
De facto o problema não está no dinheiro, mas da gestão que o Homem faz dele.

Uma bióloga estudou que o Homem tem cariz inato para o mal, não consegue evitá-lo porque é da sua natureza intrínseca. Portanto, não é de todo anormal que isso aconteça. Mas também é verdade que depende dele conseguir lutar contra isso.
E é aí que entra a "gestão do dinheiro".

Eu concordo contigo e confesso que isso foi algo que também já me ocorreu. Ou qualquer coisa do tipo: "E se eu pudesse mandar no mundo inteiro, o que eu faria?". Mas tal como tu ou o Filipe disseram, resolvem-se uns, encontram-se outros problemas.

Nas palavras de um livro de Paulo Coelho (Brida), os complicamos de mal, não sabemos ouvir a vibração do Mundo, preocupamo-nos tanto que quando queremos ser leves pesamos mais ainda,..., não sabemos seguir o rumo. Mas isso não é um fatal destino: já há muitos que lutam contra isso e são bem sucedidos.

Eu acho que vale a pena acreditar que, ainda que o dinheiro não desapareça, nós podemos mudar a sua gestão, pelo menos, para tornar as Coisas um bocadinho melhores!

*bjins

Filipe disse...

Talvez precise de ler esse livro.

Filipe disse...

Encontrei na net um bocadinho (a 1ª lição) do livro em formato digital.

...
"
Que cada momento na vida era um ato de fé'.
Que podia povoa-lo com cobras e escorpiões, ou com uma forca protetora.
Que a fé' não tinha explicações. Era uma Noite Escura. E cabia apenas aceita-la ou não.
"
...

guida disse...

Cabe ao homem, a cada instante, construir um mundo onde a reciprocidade e o amor reina e a falha é que nada disso se aplica.

"O problema do Homem é o Homem." -Isso não será uma afirmação muito forte(?) uma vez que o homem não age sozinho? O que para ti falha? Aliás, o que para vocês falha? :)

"Porque nos queixamos tanto de nós próprios?" - Queixamo-nos porque seguimos um "caminho" em que estamos cansados de saber que não é o caminho que deveriamos seguir.

Claro, Andreia. NÓS PODEMOS MUDAR, disseste bem... basta primeiro querermos.
Porque é que não há essa vontade de querer, uma vez que é o melhor para TODOS?

Filipe disse...

"Porque nos queixamos tanto de nós próprios?"

Nós (Homens) nunca estamos satisfeitos com o que temos, e é por isso que inventamos o carro, o avião, a maquina de lavar roupa, a roupa, ........... Parece que a insatisfação é da nossa natureza.


“o que para vocês falha?”

Imaginemos um desastre de automóvel, o que falhou pode ser várias coisas:

- uma distracção do condutor,
- o desrespeito deliberado das regras de código por parte do condutor,
- etc.

Neste exemplo o que para mim é uma “falha” (falha no sentido da pergunta) é o desrespeito deliberado das regras...

A distracção é uma falha, mas diferente, pois são falhas que por mais esforço que haja vão sempre haver, são inevitáveis com os carros que temos hoje.

Podemos mudar, começar a cumprir as regras do código. Podemos tentar estar o mais atentos possível, mas não poderemos garantir que nunca nos vamos distrair, não podemos garantir que nunca vamos enganar.

O que “falha” é que nós não nos preocupamos/ esforçamos com os outros tanto como devíamos.

guida disse...

E porque será?

Falamos... sabemos do que está certo e errado, o que devemos ou não fazer, e no entanto não fazemos conforme o que pensamos. Tudo isto é da nossa natureza. Podemos contrariar isso. Mas como?
Só a vontade não chega.

Dalman disse...

A vontade não chega, mas é um princípio forte.E "Podemos contrariar isso. Mas como?"

Como já tanta gente fez, fazendo a nossa parte, dando o nosso exemplo para que outros nos sigam também. Não é isso que ainda hoje fazemos? Tentar seguir o exemplo? O exemplo de Jesus?

É claro que não conseguimos à primeira, é claro que erramos muito (e por isso somos humanos), mas também acertamos algumas vezes e são essas que devem contar!
Se no meio de uma multidão imensa deres um grito, ninguém te ouve; se forem dois, talvez ainda não. Mas à medida que o número de pessoas aumenta o grito vai ficando mais forte. Até que um dia toda a gente o houve. Não é fácil.

Um dia ouvi uma frase:

"Um perdedor diz: até pode ser possível, mas é muito difícil.
Mas um vencedor diz: pode ser muito difícil, mas não é impossível!" (gnt)

Filipe disse...

..."fazendo a nossa parte, dando o nosso exemplo"...

Sim é isto.

guida disse...

"Se no meio de uma multidão imensa deres um grito, ninguém te ouve; se forem dois, talvez ainda não. Mas à medida que o número de pessoas aumenta o grito vai ficando mais forte. Até que um dia toda a gente o houve." - Onde é que já ouvi isto? :)

Sim tens razão. Perguntei porque, lá está, somos humanos. Por vezes tenho a sensação de errar mais do que acerto. Mas deve ser só uma sensação...

guida disse...

"É claro que não conseguimos à primeira, é claro que erramos muito (e por isso somos humanos)" - Fizeste-me lembrar da tipica frase "Errar é humano". Deveremos desculpar os nossos erros com a razão de que somos humanos?
De certeza que já alguém te deu uma resposta destas com os erros que cometeu. Que costumas pensar?
(um aparte)

Dalman disse...

Costuma dizer-se que errar uma vez é humano, duas é burrice! lolol...

Eu acho que tudo isto se prende com as "fronteiras". Sim, errar é humano, mas é claro que isso não é desculpa para tudo. O mesmo erro pode ter versões de culpa diferentes. por exemplo (um drástico): um assassinato cometido em legítima defesa não é um erra tão grande quanto com intensão furtífera de o fazer.Há erros e erros.

"De certeza que já alguém te deu uma resposta destas com os erros que cometeu. Que costumas pensar?"

Normalmente tenho as fronteiras muito largas, masdepende sempre do erro e da maneira como ele me atinge. Tento ser justa a julgar as pessoas, mas acredito que nem sempre o seja.
Normalmente tentomperceber o porquê do erro, por que é que a pessoa errou, para tentar ajudá-la a não errar outra vez.

Não sei...é uma resposta difícil de dar...depende muito das situações...

(mas isto sou eu!)